• Visão

"O próximo grande avanço na medicina será compreender que a vida espiritual está ligada com a f


Neale Donadl Walsch, autor bestseller de 29 livros traduzidos em 37 línguas, quer acelerar a evolução espiritual da espécie humana. Em entrevista à VISÃO, o norte-americano explica porque acredita que será da combinação entre a cura física e a espiritual que nasce "a cura maior de todas"

Tudo começou há mais de duas décadas, quando iniciou as suas Conversas com Deus (Sinais de Fogo), série de livros que esteve no top do The New York Times durante mais de 130 semanas e que por cá vendeu 109 500 exemplares, a que se somam mais 41 200 de outros títulos. Neale, que esteve há dez anos no Centro de Congressos do Estoril, voltou ao nosso país, a 24 de junho, desta vez no Teatro Tivoli BBVA, em Lisboa, para dar uma conferência sobre Despertar a Espécie, tema do quarto livro da série (não traduzido ainda). Neale passou a adolescência a estudar religiões e alcançou o sucesso na vida adulta até entrar numa crise profunda, perder a saúde, o emprego e o casamento. Foi sem abrigo durante um ano. Chegou a pensar em suicídio. Mas depois viveu a experiência marcante que o tornaria num autor famoso. Pai de nove filhos (com idades que vão dos 21 aos 49 anos) e casado pela sétima vez, vive com a poetisa americana Em Claire, no Oregon, e nem a cirurgia ao coração, a que se submeteu no final do ano passado, o fez parar de escrever e dar palestras pelo mundo. Aos 73 anos, desafia os leitores a "relacionarem--se com o divino numa perspetiva moderna" com um postulado simples: tudo está ligado e todos somos um. Começo por uma citação sua: "98% das pessoas gasta 98% do tempo em coisas que não têm importância". O que quer dizer ao certo? Exatamente isso. Muitos desconhecem a sua verdadeira identidade espiritual, ficam-se pelo "ter o emprego, o carro, a casa, o cônjuge, os filhos". Nem eu fazia ideia, até começar a escrever, das quatro coisas que interessam: quem sou, onde estou, porquê e o que faço acerca disso. Desde quando começou a pensar no sentido da vida? Tinha sete anos. Questionei o padre da paróquia. O que queria Deus? Porque estava eu ali? Respondeu-me: "Filho, nem eu estou certo de saber quem sou nem